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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Pele e sistema imunológico têm papel essencial na pressão sanguínea

Pressão alta sem sal

A pressão alta, ou hipertensão, é responsável por muitas doenças cardiovasculares.

A ingestão elevada de sal tem sido considerada um fator de risco para a pressão arterial elevada, mas nem todos os tipos de pressão alta estão associados com comidas muito salgadas.

Isto tem intrigado os cientistas há muito tempo.

Agora, Jens Titze, da Universidade de Erlangen (Alemanha) descobriu mecanismos anteriormente desconhecidos que podem resolver este quebra-cabeças.

Pele e o sistema imunológico

Os resultados mostram que a pele e o sistema imunológico desempenham um papel importante na regulação do equilíbrio do sódio no organismo e, por decorrência, da hipertensão.

O balanço entre a água e o sal no corpo é crucial para a pressão arterial.

O ator decisivo nesse trabalho é o rim, que regula a quantidade de água retida no corpo e quanto é excretada.

Deste modo, o rim regula o volume de sangue e, assim, influencia a pressão sanguínea.

Mecanismos da hipertensão

No entanto, as novas descobertas do professor Titze, um dos maiores especialistas na área em nível mundial, mostram que órgãos e sistemas do corpo que nunca antes foram associados com a água e com o equilíbrio do sal no corpo têm uma influência sobre a pressão sanguínea: a pele e o sistema imunológico.

"A concentração de sódio pode ser mais elevada na pele do que no sangue. Isto significa que não é apenas o rim que regula o equilíbrio de sódio, tinha de haver mecanismos adicionais," explica o pesquisador.
O sistema imunológico é um desses mecanismos.

Um tipo específico de célula imunológica, os macrófagos - literalmente "grandes comedores", em grego - reconhecem os níveis de sódio na pele.

Em seguida, eles ativam um gene que, por sua vez, assegura que o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF-C) seja liberado em grandes quantidades na pele.

O VEGF-C controla o crescimento de vasos linfáticos, que transportam fluidos e sódio.

Se esse fator for liberado em quantidades maiores, crescem novos vasos linfáticos na pele, assegurando que o sódio armazenado possa ser transportado novamente, com o excesso sendo retirado.

Equilíbrio de sal

Em experimentos com animais, equipe do professor Titze bloqueou este mecanismo. Como resultado, as cobaias desenvolveram hipertensão.

"As células do sistema imunológico aparentemente regulam o equilíbrio de sal e a pressão arterial," disse o professor Titze.

"Além disso, dados de um primeiro estudo clínico mostram que grandes quantidades de sal são armazenadas na pele de pacientes com pressão sanguínea elevada," concluiu.

Fonte: Diário da Saúde

Biossensor monitora nível de glicose pela lágrima

As picadas para coletar sangue e medir o nível de glicose são companheiras desagradáveis do dia-a-dia de muito pacientes de diabetes.

Isto é essencial para os pacientes de diabetes tipo 1, que sempre devem estar atentos ao nível de glicose no sangue, já que seus organismos não são capazes de produzir a insulina, que quebra as moléculas de açúcar.

Somente medindo o nível exato de glicose no sangue eles podem saber a dose de insulina a ser aplicada.

Mas as picadas no dedo logo poderão ser coisa do passado, graças a um sensor desenvolvido na Alemanha que não precisa se basear no sangue.

Monitoramento contínuo da glicose

Ao contrário de amostragens periódicas - quando o sangue é retirado e analisado - o novo biossensor monitora o nível de glicose no organismo continuamente.

Além do sangue, ele pode utilizar outros fluidos corporais, como o suor ou as lágrimas.

Sensores bioelétricos desse tipo já foram demonstrados em vários experimentos, mas até agora eles eram grandes demais, não davam resultados muito precisos e consumiam muita energia, acabando rapidamente com suas baterias.

Cientistas do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, resolveram todos estes problemas ao longo de vários anos de pesquisas.

Biossensor superficial

O sensor, que usa a enzima glicose oxidase para medir o nível de glicose no organismo, está totalmente embutido em um chip que mede 0,5 x 2 milímetros.

Apenas colocado sobre a pele, o aparelho coleta o líquido, faz a análise e transmite seus dados por uma conexão sem fios para uma interface externa, permitindo que o paciente possa ler continuamente seu nível de glicose em tempo real.

O biossensor é cinco vezes mais econômico do que seus antecessores, consumindo cerca de 100 microamperes - uma microbateria pode durar meses.

Caso o usuário não necessite de monitoramento em tempo real, o aparelho pode dispensar as baterias, e ser alimentado por uma transmissão de eletricidade sem fios, permitindo a medição sempre que necessário.

Fonte: Diário da Saúde

Casos clínicos

76pág. de casos clínicos

Urgência e Emergência

apostilas em 5 módulos com +- 120pág.

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