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domingo, 28 de dezembro de 2014

Nova droga contra obesidade

Medicamento promete ser eficaz no combate à obesidade
A Saxenda (nome comercial), está para ser aprovada ainda em 2014 e promete ser de profunda importância no combate à obesidade. Produzida pelo laborarório Novo Nordisk, a droga é 97% similar ao GLP1 (hormônio produzido pelo intestino, responsável por diminuir o apetite e que ajuda a diminuir a pressão arterial e o colesterol).

Um estudo com mais de 5000 pacientes obesos e com sobrepeso vem sendo conduzido, e após avaliar a fase 3 deste estudo, o comitê do FDA – agência reguladora americana – votou (14 contra 1) a favor da liberação desta droga para obesidade em setembro do ano passado. 

“Esta droga nada mais é que o liraglutide (Victoza), usado no tratamento da diabetes. A novidade é que traz uma caneta que permite a aplicação de até 3 mg ao dia desta substância, levando à saciedade e à perda de peso. O que vinha sendo usado off label terá, agora, seu uso aprovado”, diz a endocrinologista e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Maria Fernanda Barca. Ela afirma, entretando, que, em geral, não é necessário usar uma dose tão grande – a não ser em casos extremos.

Fonte: Guia da Farmácia

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Comida ultra-processada pode causar epidemia de obesidade

Biscoitos industrializados, refrigerantes e
fast food: alimentos ultra-processados
Cientistas do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP estão desenvolvendo estudos com o objetivo de relacionar, a partir de estatísticas comprovadas, o aumento no consumo de alimentos ultra-processados e a epidemia global de obesidade.

Os estudos vão avaliar tipos de processamento e seu impacto potencial sobre a dieta e a saúde; os mecanismos que ligam tais produtos ao chamado ‘sobreconsumo passivo de energia’ e à obesidade; a tendência mundial da participação deles na dieta; e, finalmente, as implicações de tudo isso para as políticas públicas.
Segundo o professor Carlos Augusto Monteiro, que coordena o Núcleo e o estudo, a pesquisa ainda está em sua fase inicial, na formulação de hipóteses — mas os primeiros levantamentos disponíveis mostram que a “comida pronta” tem tudo para ser uma das maiores vilãs do excesso de peso e doenças associadas.

Processamento
Por uma série de operações chamadas de processamento, alimentos in natura são convertidos em produtos alimentícios menos perecíveis e cujo consumo requer menos procedimentos culinários. Estes são divididos entre os minimamente processados, os ingredientes culinários em preparações com os minimamente processados, e os ultra-processados propriamente ditos.
No primeiro grupo, estão itens como hortaliças limpas, grãos polidos, feijões secos, leite pasteurizado, e carne congelada, com perda discreta de nutrientes. Já os ingredientes culinários incluem alimentos como açúcar, óleo de milho e farinha de trigo, com grande perda de nutrientes. Apesar das facilidades que representam no que diz respeito ao armazenamento e ao sabor, esses alimentos já trazem o risco de resultarem em refeições extremamente calóricas e com excesso de gordura e açúcar.

O terceiro grupo, dos ultra-processados, é o mais perigoso. Embora o ultra-processamento dê origem a produtos não perecíveis, que agradam facilmente o paladar, e que demandam mínima — ou nenhuma — preparação culinária, há enorme perda de nutrientes, fibras e água. A presença de aditivos, o volume excessivo de gorduras não saudáveis, açúcar e sódio, além da indução ao sobreconsumo passivo de energia completam a lista dos malefícios.Alimentos como biscoitos industrializados, salgadinhos, refrigerantes, chocolates, fast food são exemplos de produtos ultra-processados.

De acordo com Monteiro, estudos já documentaram que em seu conjunto, quando comparados aos alimentos minimamente processados, os produtos ultra-processados tendem a apresentar mais açúcar, mais gordura saturada, mais sódio, menos fibra e maior densidade energética.

Agravantes
A alta densidade energética não é o único mecanismo que liga o consumo dos ultra-processados à obesidade. Também entram na conta a ingestão de ‘calorias líquidas’ (bebidas adoçadas e muito calóricas); a hiperpalatabilidade, estimulando o consumo mesmo quando a pessoa se sente ‘satisfeita’; a adição de químicos, a prática do mindless eating (algo como ‘comer sem se preocupar’) e do consumo de porções gigantes; além de ações de marketing agressivas – e mesmo antiéticas — por parte da indústria.

“Uma estratégia recente envolve o desenvolvimento de ultra-processados especialmente destinados a consumidores de baixa renda de países emergentes”, revela o pesquisador. Para isso, são feitas ações como a fortificação com vitaminas e minerais, a comercialização dos alimentos em ‘embalagens econômicas’ e a criação de novos canais de comercialização, como a venda porta a porta e a utilização de vendedores recrutados na própria comunidade. “O marketing dos produtos ultra-processados promove o comer compulsivo”, alerta.
Para o docente, os investimentos no marketing de alimentos estão concentrados em produtos ultra-processados por se tratarem de produtos com grande margem de lucro (ingredientes baratos), além de serem — ou parecerem — ‘únicos’, tornando-se assim facilmente ‘produtos de marca’.

Dados de 2009 demonstram que estes alimentos, muitos dos quais controlados por corporações transnacionais com presença mundial, já representavam quase 28% do total calórico da cesta nacional de alimentos brasileira, e com tendência a crescer. Na opinião de Carlos Monteiro, somente a reformulação de produtos ultra-processados não resolve o problema.“Pelo menos no que concerne à prevenção da obesidade, a única solução são ações públicas efetivas para deter ou reverter o crescimento do consumo de produtos ultra-processados”, defende.


Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Fonte: USP

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Novo remédio para emagrecer chega as farmácias dos EUA na próxima semana

O novo medicamento para emagrecer Belviq (cloridrato de lorcaserin) será comercializado nos EUA a partir da próxima semana, informou o fabricante nesta terça-feira (11). A chegada do produto às farmácias ocorre quase um ano após a aprovação da droga pela FDA (Food and Drug Administration), agência que regula alimentos e remédios no país. Na ocasião, o anúncio gerou expectativas, já que havia mais de dez anos que nenhuma droga para obesidade era aprovada.

O remédio, que melhora o fluxo de serotonina no cérebro (hormônio que estimula a saciedade), é indicado para adultos obesos ou pacientes com sobrepeso que tenham pelo menos uma doença associada, como diabetes ou colesterol alto. Ele é fabricado pela Arena Pharmaceuticals.

O atraso no início da comercialização ocorreu por problemas logísticos. A classificação do produto também demorou para sair - a FDA definiu que se trata de uma droga controlada com pouco potencial de abuso. Nos estudos conduzidos pela farmacêutica, apenas uma parcela pequena de pacientes teve problemas como euforia e alucinações.

Por causa da demora, o Belviq começa a ser vendido dez meses depois de seu maior concorrente, o Qsymia (pentarmina e topiramato), aprovado pouco depois. O Qsymia (inicialmente chamado de Qnexa) inclusive apresentou melhores resultados nos estudos.

Pacientes que tomaram Qsymia por um ano perderam 6,7% de seu peso corporal em um estudo e 8,9% em outro. Já os que tomaram Belviq perderam apenas 3,7% do peso no mesmo período. Mas cerca de 47% dos pacientes não diabéticos perderam pelo menos 5% do peso com o locarserin, dado que foi considerado suficiente para a aprovação pelo FDA.

Segundo a agência reguladora, os pacientes devem parar de tomar Belviq após três meses de uso caso não consigam perder 5% de seu peso corporal. Os efeitos colaterais incluem depressão, enxaqueca e problemas de memória.

O fabricante do Belviq deve enfrentar uma árdua batalha no mercado, uma vez que as vendas do Qsymia desapontaram os analistas. Em parte, isso se deve ao fato de que o composto de pentarmina e topiramato, produzido pela Vivus, é caro e ainda só é vendido por encomenda.

Fonte: UOL

domingo, 2 de dezembro de 2012

Remédio para emagrecer pode provocar síndrome


Orlistate

O fármaco orlistate, o mesmo princípio ativo do xenical ou alli, indicado no tratamento da obesidade, altera o perfil dos ácidos graxos do organismo humano.

A longo prazo, isso pode levar a uma síndrome caracterizada por esta deficiência.

O orlistate diminuiu a absorção dos ácidos graxos.

A substância promoveu ainda alterações no nível de ácidos graxos essenciais (aqueles que o organismo não consegue produzir) e outros metabólitos como o lactato (produzido após a queima de glicose para o fornecimento de energia, sem a presença de O2).

Finalmente, foi detectada uma ligeira redução de cálcio no organismo das pacientes investigadas.

O estudo foi realizado por Thiago Inácio Barros Lopes e Anita Jocelyne Marsaioli, na Unicamp.

Ácidos graxos essenciais

Os ácidos graxos essenciais são blocos construtores de lipídios para todas as células do corpo, pois exercem funções como produção de energia, aumento do metabolismo e crescimento muscular, transporte de oxigênio, crescimento normal celular e regulação hormonal, entre outras.

Com sua queda, as pessoas ficam mais sujeitas ao aparecimento de síndromes.

O pesquisador reconhece que a perda de peso com o orlistate é modesta. Em geral, perde-se de três a seis quilos ao ano, quando em conjunto com a dieta, o que é muito menos que a expectativa dos pacientes obesos.

Outro gargalo é que os efeitos colaterais, embora não sendo sérios, são no mínimo incômodos, visto que o usuário do medicamento terá que lidar com incontinência e urgência fecais, dificultando a ida ao trabalho ou à escola.

Suplementação de nutrientes

Essa droga age no sistema digestivo impedindo que a gordura consumida seja absorvida pelo organismo e traga ganho de peso. Ela foi descoberta na década de 1990 e bloqueia a absorção de até 30% das gorduras ingeridas por meio da inibição da enzima lipase, responsável pela digestão das gorduras.

"O seu mecanismo de ação, já que não é absorvido sistemicamente e atua só no trato gastrointestinal como inibidor de lipases gástricas, realmente está correto", admite Thiago.

O estudo mostrou que a alteração no perfil lipídico de ácidos graxos, criada pelo orlistate, é similar à que ocorre com a dieta de restrição, onde o nível de gordura diminui.

Apesar disso, Thiago assinala que esse problema pode ser facilmente resolvido com a suplementação de nutrientes e com medidas para conter a diminuição do nível de cálcio.

Fonte: Diário da Saúde
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