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sábado, 6 de julho de 2013

Imunologia Básica Aplicada as Análises Clínicas


CONTEÚDO

Defesas inatas do organismo 1
Tipos de imunidade 7
Mecanismos da imunidade 8
Respostas imunes adaptativas 9
Resposta imune humoral 9
Via clássica do complemento 14
As imunoglobulinas 18
Anticorpos monoclonais 21
Síntese das imunoglobulinas 22
Reações mediadas por células 26
Regulação da resposta imune 31
O fenômeno da tolerância 34
Reações de hipersensibilidade 37
Hipersensibilidade tipo I 38
Hipersensibilidade tipo II 41
Teste de Coombs 47
Pesquisa de anticorpos irregulares 49
Hipersensibilidade tipo III 50
Conglutinação e imunoconglutinação 56
Imunoconglutininas 57
Hipersensibilidade tipo IV 58
Hipersensibilidade de contato 58
Reação tuberculínica 60
Hipersensibilidade granulomatosa 61
Doenças autoimunes 64
Lupus eritematoso sistêmico (LES) 66
Artrite reumatóide 70
Tiroidite de Hashimoto 71
Doença de Graves´ 72
Diabetes insulino dependente 73
Esclerose múltipla 74
Miastia gravis 75
Síndrome de Goodpasture 75
Reações imunológicas a vírus 76
Imunidade a bactérias 79
Imunidade a fungos 83
Resposta imune a parasitos 84
Princípio dos imunoensaios 93
Detecção indireta de imunocomplexos 99
Controle de qualidade nos imunoensaios 101
Validação de um ensaio 102
Outras medidas para garantir qualidade 106
Interferências nos imunoensaios 108
Reações cruzadas e analitos heterogêneos 110
Reduzindo as reações cruzadas 111
Anticorpos heterófilos e anticorpos para animais 113
Reconhecendo e reduzindo a interferência
dos anticorpos endógenos 116
Interferências devido a antígenos que
mascaram a reação 118
Interferências com o mecanismo indicador 118
Efeitos matriz 119
Ensaios de aglutinação 120
Ensaios de dispersão de luz 124
Neflometria 125
Turbidimetria 127
Aplicações da neflometria e turbidimetria 128
Fatores que afetam a performance dos ensaios 130
Teste de Paul Bunnel & Davidsohn e monoteste 130
Teste do látex 133
Teste de Waaler-Rose 134
Teste de fixação do complemento 136
Teste para avaliação da via clássica
do complemento (CH50) 147
Teste para avaliação da via alternada
do complemento (AH50) 150
Antiestreptolisina O (ASLO) 151
Teste de neutralização 155
Teste de difusão em gel 158
Teste da DRS 159
Teste da dupla difusão 160
Imunoeletroforese 162
ELISA (Enzyme-linked immunosorbent assay) 163
Imunofluorescência 170
Quimioluminescência 176
Teste de Western blot 178

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Justiça aprova R$ 1 mi de indenização por reação a Novalgina

Técnica de 35 anos teve uma síndrome rara que causa bolhas e queimaduras no corpo; laboratório vai recorrer
 
Por entender que uma mulher de 35 anos teve uma grave síndrome decorrente do uso da Novalgina (dipirona sódica), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou o fabricante do remédio a pagar indenização de R$ 1 milhão.

A decisão amplia o valor da indenização fixado na 1ª instância e mantém a determinação de que o fabricante pague pensão mensal –um salário mínimo até que a paciente complete 60 anos– e o tratamento futuro de Magnólia Almeida.

A empresa, Sanofi-Aventis, afirma que não é possível relacionar o uso do remédio ao caso e diz que vai recorrer.

Em 2007, Magnólia teve a síndrome de Stevens-Johnson, que ataca pele e mucosas, boca, olhos e genitais, formando muitas bolhas e uma espécie de queimadura.

Em grande parte dos casos, a doença se inicia após uso de medicamentos (mais frequentemente anticonvulsivantes e anti-inflamatórios não hormonais) ou infecções. A incidência é baixa: 7,1 casos por milhão de pessoas.

Magnólia afirma que os sintomas começaram após ter tomado dois comprimidos de Novalgina (remédio que tinha hábito de usar), espaçados em oito horas, para combater dor de cabeça e febre.

Logo, continua, os olhos ficaram irritados e surgiram pequenas bolhas pelo corpo, que a levaram ao hospital.

A decisão judicial, tomada em maio e divulgada agora, “é um sucesso que ninguém gostaria de ter”, disse Magnólia.

Ela conta ter tido 90% do corpo queimado, insuficiência renal e infecção generalizada. Cinco anos depois, Magnólia afirma ter passado por 35 cirurgias nos olhos e seis transplantes de córnea.

“Preciso de mais dois transplantes [um em cada olho], eu enxergo vultos. Eu não saio só, porque não vejo buracos”, conta.

Na decisão, os desembargadores citam pareceres médicos e técnicos para relacionar o início da síndrome ao uso do medicamento.

Para eles, apesar de essa síndrome estar listada na bula do remédio como reação possível, “não é razoável o afastamento da responsabilidade [da Sanofi], porque a insegurança do produto extrapolou o padrão de previsibilidade do cidadão médio”.

Paulo Criado, dermatologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, faz ressalvas à decisão.

“Esse diagnóstico é sempre de suspeição. A gente não tem, laboratorialmente, como determinar se a droga é a causadora. Uma vez que você decide se tratar com a medicina, você assume correr riscos”, completa ele.

“ENTREI EM COMA”, DIZ PACIENTE

Magnólia Almeida recebeu a reportagem em sua casa usando óculos de proteção semelhantes aos usados em fábricas. “Deixa eu colocar o outro, porque essa luz me incomoda”, disse, trocando o par por outro de lentes amarelas.

Técnica em enfermagem e mãe de um menino, Magnólia está aposentada pelo INSS. Mora nos fundos de um terreno dos pais em Taguatinga (DF).

Além da dificuldade na visão, enfrenta problemas ginecológicos.
“Os médicos não sabem como estão meus órgãos. Meu canal vaginal fechou, os médicos não têm como examinar meu útero, os ovários.”

Todo o tratamento oftalmológico, diz ela, foi privado e feito em São Paulo. Por isso, comemora a decisão do Tribunal de Justiça, que manteve a determinação de que a empresa pague pelos tratamentos futuros da doença.

“O que a gente vai ganhar não compensa muito [os gastos e o desgaste]. Mas, se eles pagarem a continuidade do tratamento, vai valer a pena.”O frasco do lubrificante manipulado que usa nos olhos, diz, custa R$ 20. Entre 15 e 20 são usados por mês.

Segundo ela, a renda mensal familiar é de R$ 2.700, e os médicos alertaram que, na rede pública, ela não teria a atenção adequada para um caso tão grave como esse.

Ela cita Deus quando fala do que passou. “Entrei em coma três vezes. Na primeira me deram duas horas de vida. Tudo parou de funcionar. Só Deus mesmo.”

OUTRO LADO

Na ação, a Sanofi-Aventis afirma que Magnólia já apresentava irritação nos olhos antes de tomar a Novalgina e que a ficha hospitalar da paciente apontava uso de outro medicamento (paracetamol).A empresa afirmou que a síndrome é rara e ocorre de forma espontânea, sem estar relacionada ao uso de remédios ou outra causa conhecida, em entre 25% e 50% dos casos. A empresa reforçou que cerca de cem medicamentos foram relacionados à síndrome e que a doença está listada como reação adversa possível na bula, como determina a Anvisa.
 

Fonte: Folha de São Paulo
Autor: Johanna Nublat
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