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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Enciclopédia dos Elementos do DNA aprofunda mistérios do genoma humano

Chaves genéticas

O genoma humano é muito mais do que apenas uma coleção de genes, não sabemos ainda exatamente o que é um gene, não existe nada parecido com "DNA lixo" e nosso genoma possui um "sistema operacional".

Estas são as principais conclusões da "Enciclopédia dos Elementos do DNA", ou ENCODE (Encyclopedia of DNA Elements) o maior estudo sobre a genética desde o fim do Projeto Genoma Humano.

A pesquisa mostrou que a maior parte do que até agora era chamado de "DNA lixo" - que era a maior parte do DNA, que os cientistas não sabiam para o que servia - é na verdade uma espécie de painel de controle, com milhões de "chaves" que regulam a atividade dos nossos genes.

Sem essas chaves os genes não funcionam, eles são inertes.

Controle da fabricação das proteínas

Apenas 2% do genoma contém genes, as instruções para a fabricação de proteínas.

Mas, em vez de chamar o restante de lixo, com o novo estudo os cientistas agora reconhecem o trabalho ativo de 80% do genoma.

"Nós descobrimos que uma parte muito maior do genoma - um volume surpreendente, na verdade - está envolvido em controlar quando e onde as proteínas são produzidas, e não simplesmente colocando a mão na massa para fabricar proteínas," disse Ewan Birney, um dos cientistas do projeto.

"Ficamos surpresos de que as variantes genéticas associadas às doenças não estão em regiões codificadoras de proteínas," disse Mike Pazin, outro membro da equipe.

O que é um gene?

O estudo confirmou algo que alguns cientistas já vinham defendendo há algum tempo: ainda não conseguimos definir exatamente o que é um gene.

A maioria dos cientistas falavam dos genes referindo-se a segmentos específicos do DNA que determinam traços individuais - como a cor dos olhos ou do cabelo - ou doenças hereditárias.

Os livros-texto sugerem que os genes são copiados ("transcritos") em moléculas de RNA, as quais são então utilizadas como modelos para fazer proteínas, uma diversidade enorme de moléculas que atuam como blocos de construção e motores de nossas células.

A verdade, agora se confirmou, não é tão simples. Os novos dados revelam que quase 75% do genoma pode ser transcrito. Isso significa que praticamente todo o nosso genoma é dinâmico e ativo, e não apenas aquela pequena fração codificadora de proteínas.

Então, o que é exatamente um gene, e a que estamos nos referindo quando falamos daquele "algo" que dita a cor dos nossos olhos e nossos demais características herdadas dos nossos pais?

Não há ainda uma resposta definitiva para perguntas tão diretas.

Funções do genoma

Apesar do aprofundamento do conhecimento que o projeto gerou, e da quantidade imensa de dados disponibilizados e analisados, esses dados não descrevem ainda todos os elementos funcionais do genoma em todos os diferentes tipos de células no corpo humano.

Mais do que isso, não é apenas o gene, o que quer que ele seja, que é importante, mas a rede completa que torna o genoma dinâmico.

Assim, você pode ser como é, ou ter propensão a uma doença, não por causa de um determinado gene, mas devido à "fiação" dessa rede de controle dos genes.

"O que fizemos neste trabalho foi efetivamente pintar um quadro de referência das funções comuns do genoma humano," disse Manolis Kellis. "Nossos próximos passos se voltarão para personalizar esses mapas - para, basicamente, perguntar como eles variam naturalmente entre os indivíduos, analisando diferentes tipos de células de diferentes pessoas, e como a sua variação se relaciona com as doenças humanas e com os complexos traços individuais."

Fonte: Diário da Saúde

Viver com dor - Pfizer


Justiça aprova R$ 1 mi de indenização por reação a Novalgina

Técnica de 35 anos teve uma síndrome rara que causa bolhas e queimaduras no corpo; laboratório vai recorrer
 
Por entender que uma mulher de 35 anos teve uma grave síndrome decorrente do uso da Novalgina (dipirona sódica), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou o fabricante do remédio a pagar indenização de R$ 1 milhão.

A decisão amplia o valor da indenização fixado na 1ª instância e mantém a determinação de que o fabricante pague pensão mensal –um salário mínimo até que a paciente complete 60 anos– e o tratamento futuro de Magnólia Almeida.

A empresa, Sanofi-Aventis, afirma que não é possível relacionar o uso do remédio ao caso e diz que vai recorrer.

Em 2007, Magnólia teve a síndrome de Stevens-Johnson, que ataca pele e mucosas, boca, olhos e genitais, formando muitas bolhas e uma espécie de queimadura.

Em grande parte dos casos, a doença se inicia após uso de medicamentos (mais frequentemente anticonvulsivantes e anti-inflamatórios não hormonais) ou infecções. A incidência é baixa: 7,1 casos por milhão de pessoas.

Magnólia afirma que os sintomas começaram após ter tomado dois comprimidos de Novalgina (remédio que tinha hábito de usar), espaçados em oito horas, para combater dor de cabeça e febre.

Logo, continua, os olhos ficaram irritados e surgiram pequenas bolhas pelo corpo, que a levaram ao hospital.

A decisão judicial, tomada em maio e divulgada agora, “é um sucesso que ninguém gostaria de ter”, disse Magnólia.

Ela conta ter tido 90% do corpo queimado, insuficiência renal e infecção generalizada. Cinco anos depois, Magnólia afirma ter passado por 35 cirurgias nos olhos e seis transplantes de córnea.

“Preciso de mais dois transplantes [um em cada olho], eu enxergo vultos. Eu não saio só, porque não vejo buracos”, conta.

Na decisão, os desembargadores citam pareceres médicos e técnicos para relacionar o início da síndrome ao uso do medicamento.

Para eles, apesar de essa síndrome estar listada na bula do remédio como reação possível, “não é razoável o afastamento da responsabilidade [da Sanofi], porque a insegurança do produto extrapolou o padrão de previsibilidade do cidadão médio”.

Paulo Criado, dermatologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, faz ressalvas à decisão.

“Esse diagnóstico é sempre de suspeição. A gente não tem, laboratorialmente, como determinar se a droga é a causadora. Uma vez que você decide se tratar com a medicina, você assume correr riscos”, completa ele.

“ENTREI EM COMA”, DIZ PACIENTE

Magnólia Almeida recebeu a reportagem em sua casa usando óculos de proteção semelhantes aos usados em fábricas. “Deixa eu colocar o outro, porque essa luz me incomoda”, disse, trocando o par por outro de lentes amarelas.

Técnica em enfermagem e mãe de um menino, Magnólia está aposentada pelo INSS. Mora nos fundos de um terreno dos pais em Taguatinga (DF).

Além da dificuldade na visão, enfrenta problemas ginecológicos.
“Os médicos não sabem como estão meus órgãos. Meu canal vaginal fechou, os médicos não têm como examinar meu útero, os ovários.”

Todo o tratamento oftalmológico, diz ela, foi privado e feito em São Paulo. Por isso, comemora a decisão do Tribunal de Justiça, que manteve a determinação de que a empresa pague pelos tratamentos futuros da doença.

“O que a gente vai ganhar não compensa muito [os gastos e o desgaste]. Mas, se eles pagarem a continuidade do tratamento, vai valer a pena.”O frasco do lubrificante manipulado que usa nos olhos, diz, custa R$ 20. Entre 15 e 20 são usados por mês.

Segundo ela, a renda mensal familiar é de R$ 2.700, e os médicos alertaram que, na rede pública, ela não teria a atenção adequada para um caso tão grave como esse.

Ela cita Deus quando fala do que passou. “Entrei em coma três vezes. Na primeira me deram duas horas de vida. Tudo parou de funcionar. Só Deus mesmo.”

OUTRO LADO

Na ação, a Sanofi-Aventis afirma que Magnólia já apresentava irritação nos olhos antes de tomar a Novalgina e que a ficha hospitalar da paciente apontava uso de outro medicamento (paracetamol).A empresa afirmou que a síndrome é rara e ocorre de forma espontânea, sem estar relacionada ao uso de remédios ou outra causa conhecida, em entre 25% e 50% dos casos. A empresa reforçou que cerca de cem medicamentos foram relacionados à síndrome e que a doença está listada como reação adversa possível na bula, como determina a Anvisa.
 

Fonte: Folha de São Paulo
Autor: Johanna Nublat

Mulheres podem ver cores que homens não enxergam

Cores das mulheres

A maneira como os centros visuais do cérebro de homens e mulheres trabalha é diferente.

Os homens têm maior sensibilidade para detalhes finos e estímulos com movimento rápido, enquanto as mulheres são melhores em discriminar entre as cores.

Isso talvez possa explicar os estranhos nomes que as mulheres costumam dar às cores - elas podem estar realmente vendo cores diferentes, que os homens não veem.

Diferença cerebral

No cérebro há altas concentrações de hormônios sexuais masculinos (andrógenos) em todo o córtex cerebral, especialmente no córtex visual, que é responsável pelo processamento de imagens.

Os andrógenos também são responsáveis por controlar o desenvolvimento dos neurônios no córtex visual durante a formação do embrião, o que significa que os homens têm 25% mais desses neurônios do que as mulheres.

Quando foi pedido aos voluntários do estudo para descreverem cores, ficou claro que a visão das cores pelos homens é deslocada.

Os homens precisam de um comprimento de onda ligeiramente maior para experimentar a mesma tonalidade que as mulheres.

Os homens também têm uma amplitude maior no centro do espectro eletromagnético, onde eles são menos capazes de discriminar entre as cores. Nessa faixa, as mulheres veem mais cores do que os homens.

Rapidez no olhar

Por outro lado, os homens são mais capazes do que as mulheres de resolver mais rapidamente imagens variáveis muito próximas umas das outras.

Uma imagem de barras claras e escuras foi usada para medir a sensibilidade de contraste da visão - as barras eram horizontais ou verticais, e os voluntários tinham que escolher quais eles viam.

Em cada imagem, quando as barras claras e escuras foram alternadas, a imagem parecia tremer.

Variando a rapidez com que as barras se alternavam, ou a proximidade entre elas, a equipe descobriu que a taxas moderadas de mudança, os voluntários perdem sensibilidade para barras mais próximas, e ganham sensibilidade para barras mais separadas.

No entanto, quando a mudança da imagem foi mais rápida, ambos os sexos foram menos capazes de ver com clareza as imagens para todas as larguras de barras.

O estudo Sex and Vision, realizado pela equipe de Alla Chavarga, da Universidade Cidade de Nova Iorque, foi publicado na revista Biology of Sex Differences.

Fonte: Diário da Saúde

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Doação de órgãos

Mais de 80 mil pessoas já se declararam doadores no facebook 

 

O número foi registrado nos 30 dias após o lançamento da parceria. O internauta pode adicionar em sua linha do tempo a decisão e compartilhar sua história com amigos

No primeiro mês de lançamento da parceria entre o Ministério da Saúde e o Facebook para incentivar a doação de órgãos, mais de 80 mil pessoas se declararam doadores. Lançada no dia 30 de julho, a funcionalidade permite que os usuários da mídia no Brasil - cerca de 40 milhões de pessoas - possam compartilhar esta decisão com amigos e parentes.

O internauta pode adicionar em sua linha do tempo a declaração de que é doador e  compartilhar sua história, sobre quando, onde e porque decidiu tomar esta decisão. Assim como outros dados pessoais, o usuário também pode escolher com quem quer compartilhar, configurando em seu controle de privacidades. A informação sobre doação de órgãos poderá aparecer na linha do tempo do usuário e na descrição do perfil.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o número alcançado demonstra o poder das redes sociais de mobilizar pessoas que apoiam a causa. “Esta é mais uma ferramenta que contribuirá para a nossa campanha de incentivo à doação de órgãos. Precisamos fazer com que esta ideia seja multiplicada. No meu perfil, eu já informei, aos amigos e familiares, o meu desejo de ser doador”, conta o ministro.

Desde 2009, o Ministério da Saúde utiliza as redes sociais para se aproximar mais da sociedade, esclarecendo dúvidas, recebendo sugestões e trabalhando para aprimorar o Sistema Único de Saúde (SUS).

Registro - Em 2011, o Brasil bateu recorde ao registrar 2.207 doadores no Sistema Nacional de Órgãos – 63% a mais que em 2008. “Atingimos um patamar importante e, hoje, o Brasil é uma referência. Nosso País possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, 95% das cirurgias são realizadas pelo SUS, de forma totalmente gratuita à população. Por isso tivemos a iniciativa de criar esta funcionalidade para contribuir com o aumento, cada vez maior, do número de doadores de órgãos”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Para expressar no Facebook o desejo de ser um doador de órgãos, basta ir à Linha do Tempo e clicar em “Evento Cotidiano”. Depois é preciso selecionar a opção saúde e bem-estar e clicar em doador de órgãos, selecionando depois as pessoas que terão acesso a essa informação. É importante ressaltar que isso não substitui o caminho legal que a pessoa tem de percorrer, pois é a família que decide se autoriza ou não a doação de órgãos.

Histórico - No dia 30 de abril, o Facebook anunciou a nova ferramenta para residentes dos Estados Unidos e Grã-Bretanha. No evento em que a funcionalidade foi anunciada, os representantes da mídia social destacaram o empenho para encontrar formas de contribuir com a sociedade e, como resultado, houve o crescimento de registros. Entretanto, a iniciativa do governo brasileiro foi pioneira ao buscar e fazer a parceria para mobilizar os usuários em prol da doação de órgãos.

Monica Plaza
Atendimento à imprensa:
(61) 3315.3580 - 6248

Fonte: Saúde.gov
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